Durante muito tempo, a saúde pública foi, para mim, um daqueles grandes assuntos sobre os quais discutimos com números, filas e promessas. Até o dia em que a doença entrou na minha família, no rosto do meu sobrinho.
Ele teve câncer e precisou de um transplante. Minha irmã doou parte do próprio fígado para salvar o filho. Por pouco, não fui eu quem fez a doação. Naquelas horas, tudo o que parecia importante ficou pequeno. Restaram a fé, a família e a esperança de que a medicina pudesse fazer a sua parte.
Para realizar o tratamento, eles precisaram ir a São Paulo. Brasília, capital do país, ainda não possui um hospital especializado em câncer capaz de oferecer toda a estrutura necessária a casos como o dele. Quantas famílias enfrentam a doença e, além do medo, precisam carregar malas, deixar a própria casa e procurar longe o cuidado que deveriam encontrar aqui?
A precariedade da saúde também aparece nos corredores lotados, nos equipamentos que não funcionam, na demora por exames e na exaustão dos profissionais. Recursos existem, mas muitas vezes são consumidos pela má gestão, pelo desperdício, pela falta de planejamento, pela corrupção.
E quem paga essa conta é sempre quem não pode esperar.
Defendo uma saúde que cuide antes que a doença se agrave. Isso passa por atenção básica, exames no tempo certo, tecnologia, telemedicina e valorização de quem trabalha na linha de frente. Passa também pelo esporte, porque investir em atividade física e prevenção significa evitar doenças, aliviar hospitais e oferecer mais qualidade de vida.
O candidato do Novo ao governo, Kiko Caputo, tem uma proposta de criar um Hospital do Câncer em Brasília; o que, para mim, tem um significado muito concreto. Sei o que uma estrutura assim representa para uma família quando cada dia importa. Quero ajudar a transformar essa proposta em realidade e fiscalizar para que o dinheiro da saúde chegue aonde realmente precisa chegar.
Meu sobrinho venceu aquela batalha. Muitas outras famílias ainda estão lutando. E é por elas que acredito em uma política capaz de administrar melhor, prevenir mais e cuidar com humanidade. Porque, quando a saúde falha, ninguém deveria precisar atravessar o país para encontrar esperança.